O título deste post é de duplo sentido. Isso porque o acento circunflexo em gosto não é obrigatório. Ou seja, tanto pode ser gôsto de mato como gósto de mato. E as duas condições são verdadeiras para o que escrevo aqui hoje.
É que estive na casa de uma amiga, parceira, em Embu, município vizinho de São Paulo. A cidade é mais conhecida como Embu das Artes, por sua feira e suas lojas de artesanato. Mas não fui pra conhecer esse lado da cidade e sim o adorável recanto da Alê, a amiga que citei.
O dia estava lindo e me senti como sempre me sinto quando vou em direção contrária à loucura da cidade grande. O sol, o vento, a poeira, o som dos pássaros, os cachorros correndo, o lago. Delícia pura.
Não é de hoje que tenho essa vontade de mudar para um lugar meio chácara, meio sítio, meio mato mesmo. Conciliar as tecnologias modernas à calma e tranquilidade do campo, da vida saudável, do natural.
Ontem me deu essa vontade de novo… Mas às vezes acho que desta maneira me afastaria de tudo e de todos, iria virar uma hermitona. Não é o que quero.
Vamos ver se mais pra frente consigo conciliar as duas coisas de maneira a continuar tendo uma vida normal, porém mais próxima da natureza. Será possível?
Um dos posts que estão no meu rascunho chama “que tipo de velhinha vc quer ser”…como boa sagitariana, sou de extremos: ou estou no olho do furacão de uma cidade de 15 milhões de habitantes, ou numa praia deserta sem luz (acho linda aquela história do “caminho do meio” dos budistas, mas ainda não evoluí a esse ponto…quem sabe na próxima encarnação…). O que funciona pra mim são períodos de “recesso” pra descansar dessa cidade doida que é São Paulo, mas que eu adoro…
Ah sim! Eu vou ser uma velhinha que vai morar no Copan…e segundo meu filho, estarei com 80 anos perguntando pro punkde 18 o que ele achou do show de sei lá quem…
beijos!
Eu também ADORARIA achar o caminho do meio, minha amiga… Mas se fosse fácil o mundo seria até um pouco tedioso, você não acha? =]
Acho que preciso dessa calma para me equilibrar, porque sempre fico super bem quando vou para lugares assim, principalmente no campo. Acho que meu tempo de praia já venceu, apesar de ainda amar andar com os pés na areia e pensar na vida.
E tenho certeza de que seu filho está certo: você não tem jeito de quem vai ser uma velhinha quietinha, isolada do mundo. Muito pelo contrário!
Bjks!