Há tempos a tecnologia foi chegando e tomando conta de nosso dia-a-dia. Aos poucos, dominou as comunicações e, agora, ninguém consegue se imaginar sem um celular (de preferência um smartphone) ou uma conexão à internet.
Pois muita gente lembrou das épocas em que essa turma aí de cima não existia na semana passada com a queda de um servidor da Telefônica que controla o Speedy. Foi um fato tão marcante que deu até nos noticiários de televisão. Um show à parte. Isso porque empresas enormes, como a Prodesp, ficaram praticamente 24 horas fora do ar. Ninguém conseguia fazer nada. Porque, hoje, tudo se faz via internet, tudo é eletrônico, virtual, realizado na rede internacional de computadores.
Resultado: virou um caos geral. Ninguém conseguia ligar pro UOL pra saber o que estava acontecendo com o serviço de conexão (porque os usuários tentavam entrar na rede e recebiam uma mensagem de erro no servidor), ninguém conseguia saber da Telefônica quando o problema seria solucionado. Sem previsão de retorno.
Fiquei tentando horas. Nada. Daí perdi a paciência e resolvi que o melhor seria respirar fundo. Pensei: ah, Monica, ninguém merece ficar na frente do computador clicando no mouse a cada meia hora para ver se a conexão volta (foi o que o cara do UOL me instruiu a fazer quando finalmente consegui um atendimento telefônico na central). Desliguei tudo e fui fazer outras coisas.
Há tempos instituí uma regra de que tudo o que me irrita deve ser eliminado do meu cotidiano. Quero leveza, bem-estar, viver o presente com tranquilidade. Porque a gente se estressa com esses problemas como se o mundo fosse acabar - e não acaba. Só conseguimos rugas e dores de cabeça. Como me disse Cibele, a Biba, minha prima querida desde Los Angeles, temos de mudar de atitude, valorizar a importância do agora, do hoje, do presente.
Essas situações de caos acontecem e tem a - grata - tarefa de colocar em melhor perspectiva nossas vidas. Somos muito mais do que conexões de internet de banda larga. Somos seres humanos que podem - e devem - mudar a forma de encarar a vida.
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