caixa de pandora

IDÉIAS SÃO BEM-VINDAS. AMARELAS, PRETAS, COR-DE-ROSA, LISTADAS, NÃO IMPORTA. SÃO ESSENCIAIS PELO SIMPLES – E IMPORTANTE – MOTIVO DE NOS TRANSFORMAR EM QUEM SOMOS. SERES ÚNICOS. EU SOU MO MARCH.

farol vermelho, rotatória etc: você respeita? Julho 16, 2008

Tudo bem. É difícil não ficar meio maluco, estressado, sem paciência tendo de enfrentar o trânsito de uma cidade como São Paulo todos os dias. Acho até que existe uma certa compreensão por parte da maioria dos motoristas, pois todos nós já passamos por apertos nessa área.

Mas existem certas regrinhas básicas que podem significar a diferença entre a vida e a morte em um trajeto, seja lá para onde ele leve. Escrevo sobre isso hoje, exatamente porque vi várias delas desrespeitadas sem o menor pudor. O que me deixa, sinceramente, horrorizada, pois sei de histórias com finais bem tristes de pessoas que foram vítimas de quem não está nem aí para as tais regras que cito.

Uma delas é respeitar faróis vermelhos. Hoje cedo, bem cedinho mesmo, estávamos minha irmã e eu passeando nossos cachorros tranqüilamente quando vimos não um ou dois, mas três (!) carros passarem em dois (!) faróis vermelhos seguidos (!!!), buzinando, como se isso lhes desse o direito de infringir um dos mais importantes sinais de trânsito. Fiquei indignada. Márcia, uma amiga minha, passou meses entre a vida e a morte, porque um maluco fez a mesma coisa quando ela atravessava um cruzamento que estava verde para ela. Um ônibus que furou o farol vermelho acertou o carro da filha de uma conhecida de nossa família e a deixou paraplégica com menos de 20 anos.

Outra coisa que parece não entrar na cabeça dos motoristas é o respeito às rotatórias. Sabe aquele círculo feito de pequenas tartarugas de concreto no meio de alguns cruzamentos de ruas? Pois é. Essas aí. Voltando de uma reunião hoje mesmo, eu já estava no meio da rotatória quando um cara quis passar na minha frente e quase batemos. Seria muito mais fácil se todos respeitassem a simples regra que diz: quem entra primeiro na rotatória tem prioridade de passagem. Se dois carros chegam juntos, o que está à direita tem a preferência. Ponto.

E dar seta, então? Pisca-pisca é praticamente um enfeite em zilhões de automóveis. Como se a pessoa que dirige no carro ao lado tivesse a obrigação de saber que você quer sair da última pista da esquerda pra pegar o acesso que está metros à frente.

Dos motoboys, nem vou comentar. Eles sempre têm “razão”, sempre têm “preferência”, como diz o tal humorista que imita a classe trabalhadora de duas rodas: são “os lactobacilos do trânsito”…

Infelizmente, as condições do trânsito da capital paulista não devem melhorar. Muito pelo contrário, tendem a ficar mais sufocantes com o passar do tempo. Por isso, temos de nos conscientizar de que a mudança tem de vir de nós, os motoristas. Que se houver respeito pelo outro, tudo fica mais leve. Que é preciso prestar atenção ao que se está fazendo, pois não só a sua vida está em jogo como a de outros seres vivos. Não é fácil, é verdade. Mas já que é preciso enfrentar o leão, pelo menos que o façamos com respeito por sua força, que pode nos tirar o que temos de mais precioso: a vida.

 

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